13. Poemas Vicentinos
POEMAS VICENTINOS Walter Peres Chimello OZANAM: A TERNURA DE DEUS Juventude santa de saber impregnada, iluminado agente da mensagem cristã. Época do ter na alma enraizada, eis que surge esta voz de ternura louçã. Voz que então inunda os ares da Sorbone, entre figuras eminentemente nobres, seguem seus passos jovens de fibra, sem nome, pelos caminhos do bem e do amor aos pobres. Em tempo incrédulo essa alma pura ecoando com força, coragem e candura, proclama a todos os jovens a não viverem qual Saulo. Depois, sacode Paris com gestos de amor, em cada canto do mundo nasce uma flor: a Sociedade de São Vicente de Paulo. MEU CANTO DE LAMENTO Eu canto Bem alto, Com voz de tenor. Quero ser ouvido Por todos os cantos. Minha alma canta E o sentimento espanta Essa agonia imensa. Dor que dói tanto De ver gente chorando, De ver gente morrendo Com fome pelos cantos, Com sede no olhar E que tão cedo Os olhos se fecham. Terra manchada de sangue, Nas cidades, Nos campos de batalha E nem sabe o porquê. E...