12. RISOS E LÁGRIMAS
RISOS E LÁGRIMAS
Dize-me por que choras, meu amigo,
Conta-me a dor que te tortura tanto
E, se for justa a causa do teu pranto,
Amargamente hei de chorar contigo.
Ah, se pudesses perceber, comigo,
Do meu viver o triste desencanto,
Havias de ficar cheio de espanto,
Ante o sorriso infindo em que me abrigo.
E quanta gente existe nesta vida,
Que, recordando a dor por que passou,
Olha o presente e ri desiludida ...
Quanta gente, porém, não se assustou
Ao surpreender-se, alegre e distraída,
Rindo do próprio pranto que chorou!
Confrade Felipe Ferreira de Menezes Jr.
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