5. MARIA DE TODAS(OS) NÓS
Maria de todas(os) nós Quando pousares teus olhos sobre o mundo, teu coração poderá sentir um pouquinho do que vai dentro de nós. Foste o que fomos, somos e seremos; estás presente na pureza de cada menina, nos sonhos de cada jovem, no amor de cada mãe e no silêncio de cada anciã. Estás continuamente a ouvir gritos de dor, cantos de amor, sonhos sufocados e risos forçados. No dia-a-dia de muitas existe a dor, a ingratidão, o machismo, a mão pesada e cruel, esmagando a doçura de quem só vive para servir; o pranto escondido, a ruga precoce, a mão calejada, que nunca se ausentou da casa, da roupa lavada, da comida na mesa e do cuidado dos seus. Um pouco de ti se esconde em outras Marias, em tantas Teresas, Anas e Luzias. Na irmã de caridade, na mãe de família, na mulher objeto, na mulher boia-fria, que luta por seus direitos e pelo bem de uma sociedade que a colocou em segundo plano. No fundo de uma aparente fraqueza, oculta-se uma forç...