2. DECÁLOGO DA VELHICE





DECÁLOGO  DA  VELHICE  

1. O fim de uma jornada e sempre o começo de outra. Em cada encruzilhada da vida há, pelo menos, dois caminhos novos. Não faça da saudade um retrocesso, mas um passo à frente. Cada recordação é um estímulo e, só com a experiência do passado, se desvenda o mistério do futuro.

2. Um banco de jardim, um livro, um copo de vinho, uma réstia de sol... Não manche com lágrimas as tintas do quadro.

3. Os velhos são a retaguarda, não a vanguarda da existência. Chegaram antes dos outros. Partiram na frente. Sejam, pois, os que seguem em direção ao infinito.

4. Toma nota: “O jeito mais importante de permanecer jovem, na velhice, é aprender sempre coisas novas”.

5. Não cultive a ironia, bravura dos fracos. Não ponha nos lábios o sorriso das dúvidas.

6. Invejar os moços é tolice. Admirar a árvore, antes dos frutos, significa pensar que a sombra é mais nutritiva que o alimento.

7. Não existem moços, existem os menos velhos. Desde o momento em que nasce, o homem está maduro para morrer. O importante é criar em favor de alguém, em favor de alguma coisa. Os moços criam, porque são fermento. Os velhos, porque são semente. Mas, não é da semente que provém o fermento?

8. Evite o exagero do elogio do passado. Jesus adverte: “se não vos fizerdes como crianças” ... Quando no coração de um velho continuar brilhando o céu de uma criança, ele já ganhou o Reino.

9. Rabugice, teimosia nunca foram virtudes. A santidade é irmã da tolerância e da alegria, como provou São Francisco. Ser capaz de rir até de si mesmo é uma bela qualidade.

10. Envelhecimento é arte. APRENDA A ARTE DE ENVELHECER.
     
 - Eis uma boa receita para ter uma velhice mais feliz.
                                                                                   Júlio Barata


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